A Dra. Fei-Fei Li acabou de apontar o maior ponto cego em toda a indústria de IA. Temos construído metade da inteligência humana. E chamando isso de linha de chegada. Li: “Se você olhar para a inteligência humana, ela se resume a dois grupos.” O primeiro grupo é a linguagem. Raciocínio simbólico. Comunicação. A capacidade de pensar em palavras e abstrações. É isso que todos os principais laboratórios de IA passaram a última década construindo. O segundo grupo é aquele que a indústria quase ignorou completamente. Li: “Chamamos isso em IA de inteligência espacial.” Como os humanos e os animais percebem, navegam e interagem com o mundo físico tridimensional. Como alcançamos objetos. Como nos movemos pelo espaço. Como construímos e manipulamos a realidade física. Desde pintar obras-primas até construir as pirâmides, a inteligência espacial não verbal é o que realmente molda o mundo. A linguagem descreve a realidade. A inteligência espacial age sobre ela. E a lacuna entre essas duas coisas é a lacuna entre um chatbot e um robô. Li: “Quando essa tecnologia estiver pronta, a revolução robótica vai começar. Já estamos vendo essa tendência.” Cada robô é um agente em movimento. Cada agente em movimento requer inteligência espacial para funcionar no mundo real. Os robôs humanoides que estão sendo implantados em fábricas agora estão atingindo o teto do que os modelos de linguagem sozinhos podem alimentar. A inteligência espacial é a chave. ...